Como ter uma UTI conectada sem trocar os equipamentos existentes
- Juliana Cecilia
- há 1 dia
- 2 min de leitura
Uma UTI conectada não começa pela compra de novos equipamentos.
Começa pela decisão de fazer os equipamentos que você já tem trabalharem juntos, enviando dados automaticamente ao prontuário eletrônico, eliminando digitação manual e centralizando as informações do paciente em tempo real.
Como criar uma UTI conectada: passo a passo
1. Faça um inventário do parque de equipamentos
Mapeie monitores, ventiladores e bombas de infusão da unidade: marca, modelo, geração e tipo de saída de dados disponível (rede, serial ou analógica). Esse levantamento define o que e como pode ser integrado
2. Defina quais dados clínicos precisam chegar ao prontuário
Nem sempre é necessário integrar tudo de uma vez. Priorize os parâmetros com maior impacto clínico: sinais vitais, parâmetros ventilatórios e taxa de infusão são o ponto de partida mais comum.
3. Instale a arquitetura de integração
A arquitetura Carenet conecta equipamentos de marcas e gerações diferentes ao mesmo HIS, sem exigir que cada fabricante tenha módulo nativo com o prontuário. Um único ponto de integração para toda a UTI.
4. Acompanhe a implantação com a equipe clínica
A transição para uma UTI conectada muda fluxos de trabalho. Envolva médicos, enfermagem e a equipe de engenharia clínica desde o início para garantir que a configuração reflete as necessidades reais da unidade.
Por que não é preciso trocar os equipamentos?
A barreira entre equipamentos e prontuário não está nos equipamentos em si está na ausência de uma camada que faça a tradução entre os dois lados.
Com a arquitetura Carenet nessa posição, monitores Philips, Mindray, GE, Dräger e Nihon Kohden, ventiladores e bombas de diferentes fabricantes passam a se comunicar com o prontuário sem nenhuma modificação no hardware existente.
Perguntas frequentes
Quanto tempo leva para implantar uma UTI conectada?
Depende do número de equipamentos e da complexidade do HIS. A arquitetura Carenet permite implantações faseadas, começando pelos equipamentos com maior volume de dados.
E os equipamentos mais antigos, sem saída de rede?
Boa parte deles ainda possui porta serial ou saída analógica, que a arquitetura Carenet também suporta. A viabilidade é avaliada equipamento a equipamento.
É necessário mudar o prontuário eletrônico?
Não. A arquitetura Carenet se adapta ao HIS existente, sem exigir customizações no sistema.
Como fica a segurança dos dados na rede hospitalar?
A integração opera em segmento de rede dedicado a equipamentos médicos, seguindo as boas práticas de segmentação de rede hospitalar.

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