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Seria o Fim da Centrais?

Fragmentação de centrais cria silos hospitalares e torna o investimento em tecnologia insustentável.


A evolução tecnológica no setor de saúde traz consigo também uma bandeira vermelha sobre o fim da linha estar próximo. Ao mesmo tempo que oferece ferramentas avançadas para melhorar o atendimento ao paciente e a gestão hospitalar, impõe um ciclo vicioso de atualizações e substituições de equipamentos que ameaça a sustentabilidade das centrais hospitalares. Mas, e se houvesse uma maneira de romper com esse ciclo?


Prazeres e dores da conectividade

As centrais hospitalares de hoje são um mosaico de incompatibilidades. Equipamentos de diferentes marcas e modelos operam em silos, cada um com seus próprios protocolos, criando barreiras à comunicação e à integração eficaz. Essa heterogeneidade não é apenas um desafio técnico, é um obstáculo ao progresso e desenvolvimento tecnológico. O cerne dessa problemática reside nos protocolos de comunicação. Apesar da recente adoção do HL7 como protocolo padrão criado para promover a interoperabilidade, novas barreiras que limitam a conexão de equipamentos e sistemas nascem constantemente, além disso, existem diversos outros protocolos para a comunicação de diferentes dados, equipamentos que operam em protocolos proprietários, e a dor mais latente no cenário brasileiro, a incapacidade financeira que diversos hospitais têm de arcar com a atualização de todo o seu parque. Esses desafios técnicos e financeiros resultam em uma barreira quase intransponível para a integração eficaz, obrigando os hospitais a contarem com diversas centrais diferentes, ou a alterar grande parte do seu parque de equipamentos se fidelizando à uma única central, que na maior parte das vezes, se limita à conexão de monitores.


A Necessidade de Troca Constante: Um Sinal de Alerta

A consequência dessa fragmentação é a necessidade de trocar equipamentos com uma frequência alarmante. Cada nova versão de protocolo, ou de central, ou cada novo equipamento introduzido no mercado pode significar a obsolescência dos sistemas existentes. Mas, o que se perde nesse processo não é apenas o investimento financeiro, é a segurança da infraestrutura técnica do hospital é a oportunidade de oferecer um atendimento ao paciente contínuo e de qualidade.


O Futuro das Centrais 

Diante desse cenário, surge a pergunta: estamos caminhando para o fim das centrais como as conhecemos? A resposta é relativamente simples, mesmo diante da situação de resistência em que a saúde sempre se encontra, e uma coisa é certa: a transformação é inevitável.


Motivadas por esta dor cada vez mais latente, Healthtechs estão investindo em soluções voltadas à interoperabilidade total, onde equipamentos de diferentes marcas e modelos podem se comunicar sem barreiras, independentemente dos protocolos utilizados para comunicação. Algumas dessas soluções funcionam não só como um integrador, mas também como tradutor, capturando diferentes massas de dados e compilando em painéis de monitoramento e gerenciamento intuitivos. A interoperabilidade total torna possível a comunicação uma variedade de equipamentos e sistemas hospitalares, fazendo o papel de central das centrais

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